27 de set. de 2007

DR. NECHAR DISCURSOU HOJE NO PLENÁRIO - 15h27m



O SR. DR. NECHAR (PV-SP)

-Sem revisão do orador -


Sr. Presidente, Deputado Cleber Verde,


Inicialmente, agradeço o convite que recebido ao Presidente Lula.


Visita o Brasil, o Presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, que veio promover o relacionamento econômico com este país. Tive a oportunidade de solicitar ao Presidente Lula que fizesse um pedido ao Presidente do Cazaquistão: que nos fossem oferecidas as cápsulas espaciais que transportaram o astronauta brasileiro.


A cápsula que subiu à estação espacial seria enviada a São José dos Campos, a fim de que fosse exposta no Museu Aeroespacial de São José dos Campos. A outra cápsula, a que desceu da estação espacial, seria encaminhada a Bauru, cidade do nosso astronauta Marcos Pontes, que muito gentilmente pediu, por meio deste Deputado, da Câmara Municipal de Bauru, representada pelo Vereador Primo Alexandre Mangialardo, do Prefeito de Bauru, Tuga Angerami, e também da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, campus de Bauru, que as cápsulas por ele utilizadas viessem para o Brasil, a exemplo da réplica do 14 Bis, pilotado por Santos Dumont. Teríamos, então, a primeira cápsula que chegou à estação aeroespacial levando um astronauta brasileiro.


A receptividade do Presidente foi muito grande.

Todavia, S.Exa. disse haver um problema: a Rússia tem direito às capsulas. Portanto, S.Exa. solicitará ao Presidente Vladimir Putin que autorize o envio das cápsulas ao nosso país, às cidades de São José dos Campos e Bauru, o que muito nos honrará. Ressalte-se que Bauru tornar-se-á uma cidade turística.


Sr. Presidente, agradeço a V.Exa. por esta oportunidade.


Muito obrigado.


Fonte: Agência Câmara - Portal da Câmara

ENTARDECER EM MARÍLIA - SP


Av. Sampaio Vidal nas proximidades da Via Expressa

CPMF

27/9/2007 2h36


Consolidada

Câmara conclui votação em primeiro turno da PEC da CPMF

A Câmara concluiu, na madrugada desta quinta-feira, a votação em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição que prorroga a CPMF e a DRU até 2011, mantendo a aprovação da proposta, que ocorreu no dia 20. Depois de 17 horas de debates, realizados em quatro sessões extraordinárias, e de 14 votações nominais, os deputados rejeitaram quatro emendas e seis destaques para votação em separado (DVS à PEC 50/07.

A CPMF continua com alíquota de 0,38%, que poderá ser reduzida ou restabelecida por lei, preservando-se os 0,2% destinados ao Fundo Nacional de Saúde (FNS). A desvinculação de receitas também continua no percentual de 20% sobre todos os tributos e contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico.

Uma das emendas rejeitadas pelo Plenário modificava tanto o artigo sobre a DRU quanto o artigo sobre a CPMF. Os Democratas pediam a exclusão dos tributos de caráter provisório da DRU e proibiam a prorrogação ou renovação da CPMF a partir de 2012.

Confira as demais emendas e destaques rejeitados:

Sobre a CPMF

1. Emenda do DEM que proibia a renovação ou prorrogação, a partir de 31 de dezembro de 2011, de tributo criado em caráter provisório;

2. destaque do PSDB que excluía do texto a prorrogação da CPMF;

3. destaque do DEM que excluía do texto a prorrogação da lei de criação da CPMF;

4. destaque do DEM que retirava do texto a possibilidade de o governo restabelecer a alíquota da CPMF em 0,38%, caso viesse a baixá-la por lei;

5. destaque do PSDB que excluía da PEC a manutenção dos 0,2% para a saúde, caso a alíquota fosse diminuída por lei;

Sobre a DRU

6. destaque do PPS que excluía da DRU as contribuições sociais;

7. destaque do PSDB que excluía da DRU as contribuições de intervenção no domínio econômico (Cides);

8. emenda do DEM que excluía da DRU os tributos criados em caráter temporário;

9. emenda do DEM que excluía da DRU os tributos criados em caráter provisório.


Fonte: Agência Câmara - Portal da Câmara

A FÃ




Ser fã nem sempre é algo saudável. Não existem limites definidos, mas o que acontece em muitos casos é que a adoração de algumas pessoas por seus ídolos chega a níveis inimagináveis, transformando-as de tal forma que cometem atos absurdos em função disto. Artistas, políticos e médicos, enquanto figuras públicas, estão sujeitos a essas situações que podem tornar-se extremamente desagradáveis e indesejáveis.

Uma fã ensandecida pode 'infernizar' a vida de seu ídolo, quando passa a ter fantasias mirabolantes e achar que é correspondida, colocando-se em situação vexatória e obtendo em troca, no máximo, a comiseração. Porque tal pessoa, realmente, é digna de pena!

Os limites entre a idolatria e a loucura são muito próximos. Já são célebres os casos de fãs que cometeram suicídios ou assassinatos ou cismaram que iriam ter algum tipo de relacionamento íntimo com seu ídolo. É óbvio que estas pessoas já possuíam indícios de desequilíbrio mental e não há como negar que este extremo é uma espécie de topo da escala da loucura/idolatria de um fã por seu ídolo.

Mas calma lá! Antes que você pense que eu estou condenando toda e qualquer idolatria, preciso dizer que é possível e saudável ter um ídolo quando na dosagem certa. É possível você continuar idolatrando seu ídolo, mas sem chegar às raias da loucura. Nada destrutivo, nada insano.

Trocando em miúdos, ser fã é legal, mas transformar o ídolo na figura mais importante da sua vida nem sempre é saudável. A confusão de sentimentos que a figura do ídolo causa em uma pessoa é muitas vezes mal interpretada e é preciso uma estrutura emocional bem definida para saber conduzi-la. E quando isso acontece ... Voilá! Aí está a fórmula perfeita.

Não se esqueça NUNCA que o seu ídolo tem uma vida privada que DEVE ser respeitada por você. Ele não é propriedade sua, ele(a) tem esposa/marido e filhos, tem direito à privacidade e ele(a) não participou da sua fantasia. Ela é só sua, não viaje na maionese!

Respeito é um bom limite para tudo.

20 de set. de 2007

PARTIDO VERDE - MARÍLIA - SP.




PV Anuncia Pré-candidatura de Nechar a Prefeito de Marília


A primeira manifestação pública do Partido Verde de apoio a pré-candidatura do deputado federal Dr. Nechar a prefeitura de Marília aconteceu na reunião do conselho regional do PV sábado, dia 15.


A manifestação de apoio a pré-candidatura do deputado federal Dr. Nechar a prefeito de Marília reuniu todo conselho regional do partido e foi referendado pela Executiva Estadual do PV.


Segundo o coordenador político Cláudio Turtelli, Dr. Nechar é o nome mais forte para vencer as eleições e será importante para puxar candidaturas do partido em pequenas cidades ao redor de Marília.


“É importante principalmente para que estes colegas dos pequenos municípios tenham espaço na televisão, no horário eleitoral gratuito”, disse Cláudio Turtelli, do PV de Bauru.


Dr. Nechar disse que seu nome está à disposição do partido mas desde que seja um único candidato a disputar pela oposição a Prefeitura de Marília no próximo ano. Segundo o deputado federal, é preciso limpar a política de Marília e tirar da prefeitura uma quadrilha que há anos assalta o erário público e suja o nome da cidade no cenário nacional.


O encontro do PV também discutiu a aprovação de novos diretórios municipais, como Ocauçu, Oriente, Álvaro de Carvalho, entre outros.


Fonte: Site Oficial do Deputado Dr. Nechar

BRASÍLIA: PROTESTOS CONTRA RENAN


PRECATÓRIOS





Dr. Nechar quer prioridade para precatórios de idosos e deficientes


O deputado federal Dr. Nechar (PV) quer alterar a Constituição para garantir prioridade no pagamento de precatórios para idosos e pessoas especiais, portadores de deficiências físicas ou mental.



O Projeto de Emenda Constitucional 153/2007, a primeira PEC apresentada por um deputado da região, já está protocolado e vai às comissões da Câmara para análise.
O projeto propõe a alteração do artigo 100 da Carta Magna, que regulamenta o pagamento de precatórios em toda federação.



“A Constituição hoje determina que o pagamento de precatórios siga exclusivamente ordem cronológica, exceto de natureza alimentícia. Queremos que idosos e pessoas especiais tenham prioridade também porque têm mais necessidade”, explica Dr. Nechar.



Segundo o deputado federal, atualmente os entes estatais levam anos e até décadas para fazer o pagamento dos precatórios, o que prejudica diretamente idosos e portadores de deficiências graves.



“Muitas vezes, são pessoas que não possuem tanta saúde ou vida para esperar os valores que lhes são devidos. Assim, terminam por não receber, mesmo tendo o direito reconhecido por meio do Poder Judiciário”, afirma Dr. Nechar. O deputado federal reconhece que a determinação de o pagamento ser feito em ordem cronológica trata-se de um mecanismo para garantir a impessoalidade que deve pautar a atividade administrativa.



Contudo, entende que é necessária esta adequação na lei como forma de fazer justiça com idosos e portadores de deficiências graves, que dependem na maioria das vezes de serviços públicos para sobreviver.

CPMF



Dr. Nechar integra várias frentes parlamentares voltadas para a área da saúde na Câmara dos Deputados, em Brasília.



Contrário a aprovação da CPMF – diz que seria a favor se os recursos fossem para a saúde – integra grupo de deputados federais que luta para que seja regulamentada a PEC 29, a PEC da Saúde, que poderá injetar mais R$ 10 bilhões por ano no setor.



“Já que o governo não abre mão da CPMF, vamos lutar para que o Executivo também apóie a regulamentação da PEC 29, que há anos se arrasta na Câmara”, afirma Dr. Nechar.


Fonte: Site Oficial do Dr. Nechar





MINISTRO DEFENDE MUDANÇA NO PADRÃO DE GESTÃO DA SAÚDE


Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que neste ano 90 mil brasileiros com câncer farão cirurgia e quimioterapia, mas não terão acesso à radioterapia “por falta de equipamentos e serviços especializados no país”. Segundo ele, a montagem de uma sala de radioterapia custa cerca de R$ 8 milhões e a manutenção, mais R$ 8 milhões.

Temporão disse também que 13 milhões de hipertensos não serão atendidos adequadamente, 47% das mulheres grávidas não farão as sete consultas do pré-natal e os 33 mil novos casos de aids por ano no país pressionarão o sistema público de saúde.

Para o ministro, não adianta injetar recursos no sistema sem mudar o padrão de gestão. Ele voltou a defender a aprovação do projeto enviado pelo governo que cria as fundações estatais.

“A fundação pública vai fazer uma revolução na gestão hospitalar”, disse Temporão, acrescentando que vai agilizar contratações, resolver questões de baixos salários e de recuperação de conserto de equipamentos danificados.

Temporão participa de audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, para debater o financiamento da Saúde.

12 de set. de 2007

DR. NECHAR REPRESENTOU PRESIDENTE DA CÂMARA EM CONGRESSO MÉDICO




Entre 03 e 06/09/07 realizou-se, num montado com muito cuidado, no Costão do Santinho, Floripa, o XXI Congresso Brasileiro de Cirurgia de Cabeça e Pescoço.


O deputado federal-PV, Dr. Sérgio Nechar, como membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, foi designado para representar o presidente da Câmara, Dr. Arlindo Chinaglia, na cerimônia de abertura do congresso.


O evento foi todo elaborado de para comemorar magnificamente os 40 anos da fundação da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço.


Participaram da comemoração 21 convidados estrangeiros, vindos das três Américas e da Europa.


Tudo foi grandioso em termos de programação: foram realizados cinco eventos concomitantes, todos com conteúdos científicos atualíssimos e voltados para uma marcante reciclagem de conhecimentos; Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Fonoaudiologia concomitantes do começo ao fim, além do Fórum de Tireóide nos dois primeiros dias e Câncer Bucal nos dois dias seguintes, com Fisioterapia no último dia.

Portanto, 03 a 06 de setembro de 2007, período repleto de atividades científicas. A prova para o Título de Especialista da Sociedade e 16 Cursos pré-congresso iniciaram-se as atividades no dia 03.


No Congresso de Cabeça e Pescoço foram 12 conferências, 19 mesas redondas, 4 painéis com interação eletrônica da platéia, 18 sessões para temas livres e uma sessão especial para os seis melhores trabalhos inscritos (maiores notas).


Cerca de 400 associados estiveram participando ativamente do programa científico dos eventos. Houve a inscrição de 15 trabalhos para os três prêmios tradicionais da Sociedade.


Além desses, 523 trabalhos inscritos como temas livres foram detalhadamente avaliados por uma Comissão de Avaliação, onde três membros leram e pontuaram os resumos sem conhecerem seus autores e centros de origem, numa forma absolutamente imparcial.


Essa avaliação reverteu-se na maneira de apresentação dos trabalhos: os trabalhos pontuados com as seis maiores notas foram apresentados na Sessão Premium; os 108 trabalhos seguintes em notas foram apresentados oralmente em uma das 18 sessões de Temas Livres; os 100 trabalhos pontuados a seguir foram apresentados como Pôsteres Digitais e os demais, cerca de 300, desde que com nota acima de dois, foram apresentados com pôsteres convencionais.


Além do aspecto científico, foi cuidada de forma especial, a parte social e de lazer para congressistas e acompanhantes. Assim, três noites foram marcadas por atividades do Congresso: Cocktail de Abertura à beira de uma das piscinas, Noite Alumni dos vários Serviços de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Jantar Comemorativo dos 40 anos da Sociedade.

A última noite foi livre para que cada um aproveitasse a estrutura do Costão e os atrativos da Ilha.


Foi programado também, um curso com degustação de vinhos do sul do Brasil, ministrado por dois colegas médicos e enólogos, em um dos finais de tarde do Congresso.


Foram quatro dias de intensa atividade científica e social que marcaram o encontro dos participantes deste evento.

RÁDIO DIGITAL


Imagem de Laycer Tomaz

Consolidada - 12/09/2007 00h02


Escolha de Sistema de Rádio Digital Gera Polêmica


Participantes debateram temas como os custos econômicos da implantação da nova tecnologia.

A preocupação sobre o impacto da implantação do rádio digital no bolso do ouvinte, na indústria brasileira e nas pequenas emissoras dominou a audiência pública realizada nesta terça-feira pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara.


Assim como aconteceu em relação à TV digital, a grande polêmica é em torno do padrão que o governo irá adotar na transição do rádio analógico para o digital. Os testes estão mais avançados em relação ao sistema In Band On Channel (Iboc), norte-americano, que conta com a preferência das grandes emissoras comerciais, e ao sistema DRM, europeu, mais usado para freqüências de ondas curtas. O rádio digital terá qualidade de áudio equivalente aos CDs e possibilidade de interação com outras mídias. Crítico do Iboc, o coordenador da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária, Joaquim Carvalho, afirma que esse sistema pode quebrar a indústria nacional e as pequenas rádios, já que os norte-americanos cobram royalties pelo seu uso e podem resistir em transferir a tecnologia para o Brasil.


"O que vai acontecer com Santa Rita do Sapucaí (MG), onde há milhares de pessoas trabalhando na produção de transmissores? O que vai acontecer com a indústria de receptores? Vão vir equipamentos da China?" questionou Carvalho. "E os empregos no Brasil? O que vai ser dos pequenos e médios radiodifusores comerciais, rádios comunitárias e rádios educativas, que não vão ter condições de pagar o preço do equipamento do jeito que está sendo implementado?" acrescentou.


Pontos positivos Já a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV (Abert) sustenta que os testes com o Iboc mostraram excelente resultado e não vão representar prejuízos para a população nem para a indústria do Brasil. Ronald Barbosa, assessor técnico da Abert, argumenta que o surgimento de mídias de alta tecnologia torna urgente a implantação da rádio digital, para garantir a sobrevivência sobretudo das emissoras AM.


"O público em casa já tem acesso ao CD, ao Ipod, ao MP3, todos com qualidade digital. E, na verdade, as emissoras não conseguem acompanhar essa qualidade de áudio na sua transmissão, fazendo com que o público deixe de ouvir a emissora e passe para outras mídias que têm uma qualidade melhor", argumentou Barbosa.


Debate amplo


Apesar da preferência da Abert e do ministro das Comunicações, Hélio Costa, pelo padrão norte-americano, a deputada Maria do Carmo Lara (PT-MG) defendeu amplo debate antes de qualquer decisão final sobre o tema.
"É uma decisão do governo, mesmo que o ministro tenha uma opinião. Eu tenho certeza de que toda a comunidade, todas as áreas e o Legislativo vão debater isso", afirmou.
Segundo ela, é preciso discutir se pode ser usada tecnologia brasileira no rádio digital, e qual será a participação da indústria brasileira. "Esse debate ainda está começando", avaliou.
Reportagem - José Carlos Oliveira/Rádio Câmara
Edição - João Pitella Junior
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28 de ago. de 2007

SOBRE POLÍTICA E JARDINAGEM


Imagem de Marília-SP

De todas as vocações, a política é a mais nobre. Vocação, do latim vocare, quer dizer chamado.


Vocação é um chamado interior de amor: chamado de amor por um ‘fazer’. No lugar desse ‘fazer’ o vocacionado quer ‘fazer amor’ com o mundo. Psicologia de amante: faria, mesmo que não ganhasse nada.


‘Política’ vem de polis, cidade. A cidade era, para os gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade. O político seria aquele que cuidaria desse espaço. A vocação política, assim, estaria a serviço da felicidade dos moradores da cidade.


Talvez por terem sido nômades no deserto, os hebreus não sonhavam com cidades: sonhavam com jardins. Quem mora no deserto sonha com oasis. Deus não criou uma cidade. Ele criou um jardim. Se perguntássemos a um profeta hebreu ‘o que é política?’, ele nos responderia, ‘a arte da jardinagem aplicada às coisas públicas’.


O político por vocação é um apaixonado pelo grande jardim para todos. Seu amor é tão grande que ele abre mão do pequeno jardim que ele poderia plantar para si mesmo. De que vale um pequeno jardim se à sua volta está o deserto? É preciso que o deserto inteiro se transforme em jardim.


Amo a minha vocação, que é escrever. Literatura é uma vocação bela e fraca. O escritor tem amor mas não tem poder. Mas o político tem. Um político por vocação é um poeta forte: ele tem o poder de transformar poemas sobre jardins em jardins de verdade. A vocação política é transformar sonhos em realidade. É uma vocação tão feliz que Platão sugeriu que os políticos não precisam possuir nada: bastar-lhes-ia o grande jardim para todos. Seria indigno que o jardineiro tivesse um espaço privilegiado, melhor e diferente do espaço ocupado por todos.


Conheci e conheço muitos políticos por vocação. Sua vida foi e continua a ser um motivo de esperança.Vocação é diferente de profissão. Na vocação a pessoa encontra a felicidade na própria ação. Na profissão o prazer se encontra não na ação. O prazer está no ganho que dela se deriva. O homem movido pela vocação é um amante. Faz amor com a amada pela alegria de fazer amor. O profissional não ama a mulher. Ele ama o dinheiro que recebe dela. É um gigolô.Todas as vocações podem ser transformadas em profissões O jardineiro por vocação ama o jardim de todos. O jardineiro por profissão usa o jardim de todos para construir seu jardim privado, ainda que, para que isso aconteça, ao seu redor aumente o deserto e o sofrimento.


Assim é a política. São muitos os políticos profissionais. Posso, então, enunciar minha segunda tese: de todas as profissões, a profissão política é a mais vil. O que explica o desencanto total do povo, em relação à política.


Guimarães Rosa, perguntado por Günter Lorenz se ele se considerava político, respondeu: ‘Eu jamais poderia ser político com toda essa charlatanice da realidade... Ao contrário dos ‘legítimos’ políticos, acredito no homem e lhe desejo um futuro. O político pensa apenas em minutos. Sou escritor e penso em eternidades. Eu penso na ressurreição do homem.’ Quem pensa em minutos não tem paciência para plantar árvores. Uma árvore leva muitos anos para crescer. É mais lucrativo cortá-las.Nosso futuro depende dessa luta entre políticos por vocação e políticos por profissão.


O triste é que muitos que sentem o chamado da política não têm coragem de atendê-lo, por medo da vergonha de serem confundidos com gigolôs e de terem de conviver com gigolôs.


Escrevo para vocês, jovens, para seduzi-los à vocação política. Talvez haja jardineiros adormecidos dentro de vocês. A escuta da vocação é difícil, porque ela é perturbada pela gritaria das escolhas esperadas, normais, medicina, engenharia, computação, direito, ciência. Todas elas, legítimas, se forem vocação. Mas todas elas afunilantes: vão colocá-los num pequeno canto do jardim, muito distante do lugar onde o destino do jardim é decidido. Não seria muito mais fascinante participar dos destinos do jardim?


Acabamos de celebrar os 500 anos do descobrimento do Brasil. Os descobridores, ao chegar, não encontraram um jardim. Encontraram uma selva. Selva não é jardim. Selvas são cruéis e insensíveis, indiferentes ao sofrimento e à morte. Uma selva é uma parte da natureza ainda não tocada pela mão do homem. Aquela selva poderia ter sido transformada num jardim. Não foi. Os que sobre ela agiram não eram jardineiros. Eram lenhadores e madeireiros. E foi assim que a selva, que poderia ter se tornado jardim para a felicidade de todos, foi sendo transformada em desertos salpicados de luxuriantes jardins privados onde uns poucos encontram vida e prazer.


Há descobrimentos de origens. Mais belos são os descobrimentos de destinos. Talvez, então, se os políticos por vocação se apossarem do jardim, poderemos começar a traçar um novo destino. Então, ao invés de desertos e jardins privados, teremos um grande jardim para todos, obra de homens que tiveram o amor e a paciência de plantar árvores à cuja sombra nunca se assentariam. (Folha de S. Paulo, Tendências e Debates, 19/05/2000.)


Crônica de Rubem Alves

8 de ago. de 2007

PENÍNSULA NORTE - BRASÍLIA



Imagem de Martin D'Avila Garcia

JUIZADO ESPECIAL PARA MICROEMPRESAS




* Matéria veículada no Jornal Diário de Marília - 08/08/2007


Nechar quer facilitar acesso de microempresa a juizado especial


O deputado federal de Marília, Sérgio Nechar (PV) apresentou projeto de lei para permitir que microempresas ingressem com ações nos Juizados Especiais. A proposta foi protocolada no Congresso Nacional e segue para análise das comissões permanentes.


O PL 1675/2007 altera artigos da lei 9099/1995 e acrescenta o direito de as microempresas serem pólo ativo nas ações.


Segundo o deputado, a própria legislação que instituiu o Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei 9.841/99) já determina o tratamento jurídico diferenciado, simplificado e favorecido em seu artigo 38, conforme previsto na própria Constituição Federal.


Ele explica que o projeto pretende acabar com confrontos entre as legislações e beneficiar milhares de microempresas em todo o país que não suportam arcar com os custos processuais.


Segundo Dr. Nechar, a esmagadora maioria das microempresas não possui recursos para saldar demandas judiciais. Além de aliviar custos, o projeto universaliza o acesso à Justiça.


“Os Juizados Especiais têm, entre seus objetivos, o de facilitar o acesso à Justiça, não só por parte dos hipossuficientes, como também dos ramos da economia que necessitem de uma maior celeridade na solução de litígios”, justifica o deputado.


Nechar destacou ainda a importância das microempresas como geradoras de empregos, um motivo a mais para prestigiar esse tipo de negócio e seus empreendedores. Segundo o deputado, qualquer medida de incentivo às empresas é também forma de abrir mais vagas no comércio e prestação de serviços.


“Vamos entrar em contato com associações comerciais, microempresários e mobilizar a Câmara dos Deputados para que o projeto seja aprovado e beneficie quem produz neste país”, disse.

Fonte: http://www.diariodemarilia.com.br/site/ver_noticia.aspx?CodNoticia=6531

3 de ago. de 2007

PEDÁGIOS


*Foto e matéria veículadas no Jornal Diário de Marília - 03/08/2007

Nechar quer mobilização contra pedágios na BR



O deputado federal Dr. Nechar (PV) está visitando e pedindo apoio de prefeitos da região para modificar a proposta de privatização da BR 153 que prevê a instalação de praças de pedágios ao longo da rodovia.
Segundo o deputado, é necessário fazer uma análise detalhada do plano de concessão apresentado pelo governo federal, principalmente dos pontos de instalação de pedágios, para não prejudicar a economia dos pequenos municípios.
Uma das propostas é levar comitiva de prefeitos até o Ministério dos Transportes, em Brasília, antes da data marcada para o início da concessão, em 9 de outubro, para discutir a questão.
Depois de obter recurso para a recuperação da estrada no início do ano, Dr. Nechar iniciou ciclo de visitas a várias cidades atendidas pela BR 153 - tanto no sentido Lins como Ourinhos - como Getulina, Guaimbê, Lupércio, Ubirajara, Alvinlândia para discutir a privatização.
Além de gastos com pedágios, prefeitos temem que a instalação das praças de cobrança aumente o fluxo de veículos em estradas vicinais da região, que servem de abastecimento entre os municípios, como rota de fuga dos pedágios.
“Principalmente no caso dos caminhões, como os que transportam cana-de-açúcar, que chegam a pagar quase R$ 70,00 por pedágio”, fala o , prefeito de Alvinlândia, Elizeu Eleotério.
“Todas prefeituras estão preocupadas. Em alguns casos já existem pedidos oficiais para mudar o local de instalação do pedágio, como é o caso da Câmara Municipal de Alvinlândia”, completa o deputado federal.
Dr. Nechar explica que a totalidade dos municípios da região depende diretamente da BR 153 para acesso a grandes centros como Marília.
Ele cita o exemplo de Lupércio que diariamente envia cinco ônibus com estudantes para Marília. “Não somos totalmente contra aos pedágios, mas é preciso analisar com cuidado aonde instalar as praças”, afirma o deputado federal.
O objetivo é levar a comitiva de prefeitos para Brasília ainda no começo de setembro, antes do início do processo de privatização.

Endereço: http://www.diariodemarilia.com.br/site/ver_noticia.aspx?CodNoticia=6387

1 de ago. de 2007

DR. NECHAR PARTICIPA DE HOMENAGEM PÓSTUMA AOS DEPUTADOS JÚLIO REDECKER E NÉLIO DIAS


Plenário da Câmara Federal
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CSSF DISCUTE ABORTO


Banco de Imagens Portal da Câmara

Relator quer estatísticas mais precisas sobre o aborto

Otávio Praxedes

Para a coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns (em pé), defensores do aborto usam dados exagerados.
Um conflito de dados estatísticos marcou a audiência pública desta quarta-feira da Comissão de Seguridade Social e Família sobre o Projeto de Lei 1135/91, que descriminaliza o aborto provocado pela gestante ou com o seu consentimento: como não há dados oficiais ou consolidados sobre a prática no Brasil, estimativas divergentes foram utilizadas para defender argumentos favoráveis e contrários à legalização do aborto, segundo considerou o relator da matéria na comissão, deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP).
Para embasar seu relatório, o parlamentar pediu ao Ministério da Saúde informações oficiais sobre os diversos aspectos da mortalidade materna.
O coordenador do Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal do ministério, Adson Roberto França, admitiu a lacuna nas informações e prometeu enviar brevemente dados mais completos.
A coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, criticou os defensores do aborto, afirmando que eles usam dados "exagerados" [sobre a mortalidade materna provocada por abortos clandestinos] para impressionar os parlamentares e a opinião pública.
Ela disse que não há dados relativos aos abortos clandestinos no Brasil e minimizou a quantidade dos procedimentos legais (feitos em decorrência de estupro ou de risco de morte da mãe), que resultaram em 156 mortes em 2004.
"A Pastoral da Criança visita mais de 1,5 milhão de famílias por mês e verifica que as mulheres não querem a legalização do aborto, e sim assistência de qualidade e humanizada no pré-natal, no parto e no pós-parto", disse. Zilda Arns disse que o Chile, onde o aborto é proibido, apresenta o menor índice de mortalidade materna da América Latina.
Ela afirmou que é contra o aborto, até mesmo nos casos de estupro e risco de vida para a mãe, já previstos em lei.
Casos sem registro
Já o representante do ministério apresentou o registro de 1.619 casos de morte materna em 2005, com diversas causas - sendo o aborto uma das quatro principais, ao lado de hipertensão arterial, hemorragia e infecções puerperais.
A quantidade real seria 1,4 vez maior (fator de correção), em torno de 2,2 mil, por conta dos casos de falta de notificação, motivados pela "dificuldade" dos municípios registrarem as causas corretas das mortes.
Segundo ele, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou no ano passado aproximadamente 222 mil procedimentos de curetagem, a maioria motivada por abortamento induzido e inseguro. A ex-deputada Jandira Feghali disse que nos países onde a legislação permite o aborto a mortalidade materna é três vezes menor.
Ela reivindicou que as mortes por abortos clandestinos sejam tratadas como problema de saúde pública, sem viés religioso.
"Aborto não é método contraceptivo e não se deve perguntar se as pessoas são contra ou a favor. Precisamos saber que ele existe, é uma realidade e mata especialmente as mulheres pobres; precisamos ter um acolhimento seguro para que elas não continuem morrendo", argumentou.
Jandira, atual secretária municipal de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia de Niterói (RJ), disse que desde 1967 foram apresentadas 98 propostas sobre planejamento familiar, mas apenas uma lei foi aprovada (Lei 9263/96). Ela citou estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) segundo o qual, dos 48 países mais desenvolvidos, 31 permitem o aborto a pedido da gestante, seguindo diversos critérios (a maioria deles autoriza a prática até a 12ª semana de gestação).
Nos 145 países "menos desenvolvidos", apenas 21 aceitam essas regras, segundo ela.
Interesses
A médica ginecologista Marli Virgínia Macedo Lins e Nóbrega apontou a existência de interesses "estrangeiros e imperialistas" nos discursos favoráveis ao aborto.
Segundo ela, diversas entidades norte-americanas financiariam as organizações que defendem a descriminalização do aborto no Brasil. "Se aumentar o número de nascimentos, haverá diminuição no financiamento externo para essas organizações", disse.
Mudalen informou que a Comissão de Seguridade ainda vai realizar três audiências públicas sobre o assunto. A última deve contar com a participação do ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
Reportagem - Rodrigo Bittar e Geórgia Moraes
Edição - João Pitella Junior
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ADIADAS AS VOTAÇÕES NO PLENÁRIO


Banco de Imagens do Portal da Câmarados Deputados

Tempo real - 01/08/2007 18h34

Votações do Plenário ficam para amanhã

Devido à homenagem do Plenário aos deputados Júlio Redecker (PSDB-RS) e Nélio Dias (PP-RN), falecidos no período do recesso parlamentar, a Câmara não realizou hoje a Ordem do Dia.

O presidente Arlindo Chinaglia convocou sessão extraordinária para amanhã, às 9 horas. Na pauta está a Medida Provisória 374/07, que tranca os trabalhos. Ela prorroga por três anos o prazo para os regimes próprios de previdência social da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal e o Regime Geral de Previdência Social trocarem informações a fim de garantir a compensação financeira entre eles.

Também estão pautados projetos de decretos legislativos sobre acordos internacionais assinados pelo Brasil.

Reportagem - Eduardo Piovesan
Edição - João Pitella Junior
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PARLAMENTARES PRESTAM HOMENAGEM AOS COLEGAS MORTOS


Banco de Imagens - Portal da Câmara dos Deputados

Aconteceu - 01/08/2007 17h18

Culto ecumênico lembra Júlio Redecker e Nélio Dias

Estiveram presentes deputados de diversos partidos e estados, além de familiares e amigos dos dois ex-parlamentares.

Com a presença do presidente
Arlindo Chinaglia, a Câmara realizou hoje à tarde, no salão Nobre, culto ecumênico em memória dos deputados Júlio Redecker (PSDB-RS), ex-líder da Minoria, e Nélio Dias (RN), ex-presidente nacional do PP, recentemente falecidos. O ato foi oficiado pelo padre deputado José Linhares (PP-CE) e pelos pastores luteranos Joachim Woerner e Augusto Kuhne.

Estiveram presentes deputados de diversos partidos e estados, além de familiares e amigos dos dois ex-parlamentares. Líder da Minoria desde o início desta legislatura, Redecker morreu no acidente com o avião da TAM no aeroporto de Congonhas (SP) no último dia 17.

Ele tinha 51 anos e estava em seu quarto mandato seguido como deputado federal. Antes de ocupar a liderança, destacou-se por sua atuação nas comissões parlamentares de inquérito (CPI) do mensalão e das sanguessugas. Já o deputado Nélio Dias sofria de câncer no pulmão havia seis anos e se submetia a tratamento radioterápico. Dias era presidente nacional do PP e vice-líder da legenda na Câmara. Ele tinha 62 anos.

Reportagem - Luiz Cláudio Pinheiro
Edição - Regina Céli Assumpção
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Agência Câmara
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29 de jul. de 2007

FIM DO RECESSO: PARLAMENTARES RETOMAM OS TRABALHOS NA CÂMARA DOS DEPUTADOS.



Agenda da Semana para o Dr. Nechar

01/08 - 9:30 - CSSF (Comissão de Seguridade Social e da Família)

11 - PRC 301/2006 - da Sra. Sandra Rosado e outros - que "institui Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar as piores formas da exploração da mão-de-obra infanto-juvenil no Brasil".

RELATOR: Deputado DR. NECHAR.

PARECER: pela aprovação.

16 - PFC 9/2007 - do Sr. Jorge Tadeu Mudalen - que "propõe que a Comissão de Seguridade Social e Família realize fiscalização, com o auxílio do Tribunal de Contas da União, dos recursos da área de Saúde transferidos pelo Governo Federal para o município de Franco da Rocha".

RELATOR: Deputado DR. NECHAR.

RELATÓRIO PRÉVIO: pelo provimento.

29 - PL 1044/2007 - da Sra. Luiza Erundina - que "acrescenta dispositivo na Lei nº 8.213, de 1991".

Explicação: Limita a possibilidade de representação dos segurados perante os órgãos da Previdência Social, admitindo-se procuração por instrumento público apenas para cônjuge, companheiros, parentes legais até 3º grau, assistente social que represente a instituição onde está internado o beneficário e advogado.

RELATOR: Deputado DR. NECHAR.

PARECER: pela aprovação.
01/08 - 10:00 - CCTCI (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática)
4 - TVR 49/2007 - do Poder Executivo - (MSC 188/2007) - que "submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante do Processo nº 53790000694/1998, que renova a permissão outorgada à Fundação Cultural da Serra para explorar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada, na cidade de Garibaldi, Estado do Rio Grande do Sul".
RELATOR: Deputado DR. NECHAR.
PARECER: pela aprovação.

27 de jul. de 2007

MERCOSUL DECOLA E FORTALECE O INTERCÂMBIO DE AUTOMÓVEIS ENTRE BRASIL E ARGENTINA





Indústria Automobilística


Peugeot apresenta "carro de super-herói" em Buenos Aires


Gazeta Mercantil

A Peugeot roubou as atenções no Salão do Automóvel de Buenos Aires, que está aberto para o público até o próximo sábado - o evento poderia bater recorde de público de 500 mil pessoas, se as eleições do domingo não interrompessem a exibição. A montadora francesa apresentou o 907, que lembra um carro de "super-herói".

Pequeno, mas muito charmoso, o salão portenho ganha muita importância em uma fase em que o Mercosul decola e fortalece o intercâmbio de automóveis entre nosso país e a Argentina. As montadoras aproveitaram o evento para mostrar primeiro no país vizinho os carros que depois vão para o Brasil. O esportivo Vectra SS (Chevrolet), os sedãs Avensis (Toyota), Mondeo (Ford) e C4 Pallas (Citroën) são algumas das novidades.

A Argentina leva vantagem sobre o Brasil para receber primeiro os novos carros, principalmente os importados, por ter um combustível mais puro que o vendido em nosso mercado. Enquanto a gasolina comercializada para os argentinos não tem adição nenhuma, no Brasil o combustível tem pelo menos 25% de álcool, exigindo que os motores sofram modificações. No país vizinho quase não são necessárias mudanças nos propulsores.


O conceito 907 não foi mostrado na Argentina por acaso. A Peugeot tem longa tradição naquele país, sendo uma das líderes do mercado. E o carro parece ter saído dos quadrinhos. Suas linhas fluidas e grandes faróis lembram a de carro de super-heróis. O bólido deriva da série 900 da Peugeot, que desenvolveu o modelo voltado para as corridas, como a prova 24 Horas de Le Mans.


Com formas de um cupê e inspirado nas linhas do 407, o 907 é equipado com um motor V12, de 6 litros, em alumínio. Este potente propulsor entrega 500 cavalos a 6,5 mil rpm num torque de 620 Nm a 3.750 rpm.

Apesar de baixo, como todo superesportivo, o 907 tem dimensões de um veículo médio para grande. Com a carroceria pintada em cor negra, o comprimento do 907 chega a 4.370 mm, com uma distância entre-eixos de 2.500 mm. Sua largura é de 1.880 mm, com altura total de apenas 1.210 mm. É um carro feito exclusivamente para duas pessoas, como todo esportivo que realmente se preza.

Saindo do mundo dos sonhos, mas ainda entre os esportivos, uma grande novidade foi a apresentação do Vectra (SS) - a sigla é inspirada em antigos esportivos da Chevrolet, como o Opala. O carro é uma resposta ao Civic Si, que a Honda já vende no Brasil. Todo negro, com máscaras escuras nos faróis, e rodas grandes e destacadas, o carro tem um visual invocado, que agradará o consumidor mais jovem.

O motor 2.4 - o mesmo que equipa a versão Elite no Brasil - oferece 150 cavalos, quando abastecido a álcool. É um propulsor inferior ao do Honda Civic Si, que atinge 198 cavalos, também no etanol.

Internamente, o Vectra SS foi modificado, com fundo escuro e fortes tons de vermelho, nos mostradores do painel. Os bancos, em couro, também reforçam a esportividade, em formato de concha. A exibição em Buenos Aires testa a reação do público. O lançamento do SS é certo tanto no Brasil como no Mercosul.

Com o Mercosul crescendo, Brasil e Argentina vão aprendendo rápido a trabalhar em parceria. De acordo com dirigentes da indústria, os dois mercados estão mais amadurecidos e se completando. O consumidor agradece.



Fonte: Portal Terra